segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

25- CARVALHO NETO

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Antônio Manoel de Carvalho Neto, mais conhecido como Carvalho Neto, nasceu em Sergipe, no ano de 1889.
Estudou as primeiras letras em seu Estado natal. Concluídos os preparatórios, mudou-se para a capital da República, onde realizou o curso de Ciências Jurídicas na Faculdade Livre de Direito, diplomando-se em 1911.
Atendendo convite de seu progenitor, regressou para Aracaju onde, além de advogado, foi jornalista, homem público, escritor, magistrado e grande teórico da Educação.
Além de advogado, foi Juiz de Direito e Consultor Jurídico do Estado de Sergipe. Sua atividade foi tão meritória que mereceu a alcunha de  “advogado dos perseguidos” , e tão sábia que o chamavam  “Mestre do Direito”. Sua tônica foi o Direito Trabalhista, do qual foi um dos pioneiros no Brasil. Dedicou-se, também, ao Direito Penitenciário.
Como homem público, foi Deputado Estadual em duas legislaturas:  de 1912 a1913 e de 1914 a 1916.
Como educador, dirigiu a Instrução pública,  de 1918 a 1921, no governo do Presidente Pereira Lobo. Sua contribuição para a Reforma da Educação, proposta por este governante, está muito bem avaliada na dissertação de mestrado da professora Maria do Socorro Lima, apresentada na Universidade Federal de Sergipe. A Carvalho Neto devemos a avaliação médico-escolar, o controle e equiparação do ensino particular, o ensino prático no aprendizado dos normalistas, a criação do cargo de Diretor na Escola Normal, nos Grupos Escolares e na Escola Complementar, a construção de novos Grupos Escolares e ampliação dos existentes, etc., etc. Poucos educadores e estudiosos da Educação excederam Carvalho Neto, em nosso Estado.
Sua produção, intelectual,  muito bem estudada na tese de doutoramento da professora Maria do Socorro Lima, é  de cunho jurídico e literário  e pode ser encontrada em seus artigos publicados em jornais de Aracaju, discursos de inauguração,  orações acadêmicas e livros. Manoel Cabral Machado, em sua obra “Brava Gente Sergipana e Outros Bravos” (1998), considera Carvalho Neto como um intelectual de destaque. Diz ele, textualmente: “Carvalho Neto era, no seu tempo, o maior homem público, pela inteligência, cultura e caráter. Advogado sério e terrível argumentador e, quando ferido, agressivo e violento nas respostas, não guardava todavia ódios, nem cultivava inimizades. Morreu quase pobre, não soube fazer fortuna. Em oração fúnebre em nome da Faculdade de Direito, disse, na hora da saudade: “Nós, os mais moços, tínhamos o Dr. Carvalho Neto como o último varão da 1ª República. Viera de uma geração de publicistas que nascera sob o fulgor do pensamento de rei, nas batalhas políticas para o perfeccionismo republicano”. Digo mais: Carvalho Neto fora a última expressão do iluminismo sergipano e no final da vida um pensador liberal que estava a receber os ventos alísios da modernidade”.
 
 
 
 
 




24- EPIFÂNIO DÓRIA


EPIFÂNIO DÓRIA
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Epifânio da Fonseca Dória, mais conhecido como Epifânio Dória, jornalista, bibliógrafo, pesquisador e documentarista sergipano, nasceu em 1884, no distrito de Poço Verde, município de Campos do Rio Real (hoje denominado Tobias Barreto). O distrito de Poço Verde foi elevado a município, em 25 de novembro de 1953.
Fez os primeiros estudos em sua terra natal. Depois se deslocou para Aracaju, onde viveu os anos mais produtivos de sua existência.
No livro “Efemérides Sergipanas”, fruto de pesquisas cuidadosas e fartamente documentadas,  traça a história dos vultos e fatos sergipanos, pelo que é considerada  uma obra  clássica.
Historiador e pesquisador nato, organizou, nas Instituições em que trabalhou, catálogo minucioso com o registro dos dados pessoais dos vultos, residentes, ou não, em seu Estado natal. Não obstante tanta dedicação e esforço, não deixou discípulos, nem fez escola.
Como bibliógrafo conhecia a importância das bibliotecas, e condenou, mais de uma vez, o descaso dos homens públicos com as bibliotecas em nosso País, e em seu Estado. Redimindo este fato, a Biblioteca Pública de Sergipe tem o nome de “Epifânio Dória”.
Foi presidente do Arquivo Público de Sergipe, bibliotecário da Biblioteca Pública do Estado e Secretário Perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Sua dedicação a este Instituto é tão grande que  é impossível separar os dados pessoais de Epifânio  e os do IHGS.
Publicou nos jornais de Aracaju numerosos artigos retratando os  fatos importantes ocorridos no Estado. Estes artigos, reunidos, constituem as “Efemérides Sergipanas”, recentemente publicadas em em nova edição  de três volumes, pelo Governo do Estado.
O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe instituiu o “Fundo Epifânio Dória” que reúne a documentação referente aos anos em que Epifânio Dória militou naquele Instituto. O Fundo, iniciado com 8 (oito) caixas-arquivos, foi se ampliando de tal forma que hoje possui 97 caixas, com dados referentes aos anos de 1915 a 1984. O "Fundo Epifânio Dória" é constituído por documentos pessoais (fornecidos pelos netos de Epifânio), recortes de jornais,  revistas,  fotografias, cartas, poesias, textos, originais de decretos, manuscritos, folhetos e livros.
Uma Escola,  situada no município de Poço Verde, é denominada “Escola Estadual Epifânio Dória”, em homenagem a este ilustre sergipano.
Epifânio Dória faleceu em Aracaju, em 1976, aos 92 anos de idade.
 



 


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

23- ALBERTO DEODATO



"GRANDE SERTÃO: VEREDAS"

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Alberto Deodato Maia Barreto, mais conhecido como Alberto Deodato, advogado, jurista, professor universitário, jornalista, escritor e político sergipano, nasceu em 1896.
Fez os primeiros estudos em seu Estado natal. Depois  mudou-se para Belo Horizonte, onde ingressou na Faculdade de Direito, diplomando-se no final de 1919, ou início de 1920.
Formado, iniciou a vida de jornalista, escritor e político, bem como a de advogado.
Considerado autêntico liberal, ingressou na política, sendo eleito vereador em Belo Horizonte. Algum depois depois, eleito deputado federal, fixou sua residência no Rio de Janeiro.
Destacou-se também na vida acadeêmica, como professor da Faculdade de Direito de Minas Gerais.
Quando sobreveio a redemocratização, tornando-se um lider político de projeção nacional..
De sua bibliografia destacamos o “Manual de Ciências das Finanças” e o livro “Nos tempos de João Goulart”.
Cercado de amigos, colegas e correligionários, faleceu em Belo Horizonte, no ano de 1978.

ALBERTO DEODATO E ZÉ BEBELO, PERSONAGEM DO LIVRO
“GRANDE SERTÃO: VEREDAS”, DE GUIMARÃES ROSA.
Alberto Deodato era amigo de “Zé Bebelo”, personagem central do romance “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, obra prima da literatura lusófila.  “Zé Bebelo” era, na vida real, Rotilio de Souza Manduca, filho de José Bertoldo Manduca e Inácia de Loiola Manduca., nascido em 1885, em Remanso, Bahia.  Estudou as primeiras letras em sua terra natal. Depois, tornou-se autodidata. Desde criança conquistou a fama de valentão, fama que o acompanhou pelo resto da vida. Era habilidoso “no uso do punhal, das faca e do trabuco”. Sua aspiração era acabar com os jagunços que infestavam o sertão. Para alcançar seu objetivo contou com a Força Policial de Minas Gerais e com o auxílio do governo. Sua fama de “justiceiro” correu pela região de Januária, Abaeté, Itacambira, Coração de Jesus e Pirapora. A ele eram atribuidas mais de duzentas mortes. Apesar de cangaceiro, vez por outra despia seu gibão de couro. envergava ternos de linho e frequentava a alta sociedade de Belo Horizonte e  Rio de Janeiro.
Sobre a vida social de Rotílio, Alberto Deodato deixou relatos surpreendentes. Conta que em 1919, quando era redator de um jornal do Rio de Janeiro, foi procurado por um senhor que se apresentou, dizendo: “Eu sou o coronel Rocha, amigo de Rotílio. Ele soube de sua formatura e me pediu para lhe entregar esse presente”. O presente era um anel de formatura, um belo e rico anel que Deodato usou pelo resto da vida. Três meses depois -- isto é, em fevereiro ou março de 1920 -- Rotílio o procurou pessoalmente, com ele se hospedou e se tornou  amigo. Quando o procurou, tinha escapado de um grande tiroteio e  “trazia um enorme apetrecho de disfarce: barba, batina, bigode, além de outros artifícios”. Naquela ocasião almoçou com Medeiros e Albuquerque, tornou-se  amigo do Ministro Ataulpho de Paiva e conheceu Manoel Bandeira, Ciro Ribeiro e outras personalidades.  Rotilo lia os clássicos. fazia versos, adorava as rodas políticas e culturais, e devotava grande apreço às pessoas cultas e aos intelectuais. Apesar disso, nunca rompeu o cordão umbilical que o prendia ao sertão.
Rotilio morreu  em 1930, nas proximidades da cidade da Barra, quando dormia em uma cabine do navio “Wenceslau Bras”, da Cia. Navegação Mineira do Rio São Francisco, navio comandado pelo seu irmão Pedro Manduca. Diz Antônio Tavares Coelho (escritor, jornalista e editor da revista “Estudos Avançados”), que “Rotílio foi esfaqueado quando dormia numa rede, balançada pelas águas do Velho Chico,  rio que o embalou em sua infância, que abriu os caminhos para sua ascensão como lider de jagunços e de justiceiros, rio que o aproximou dos poderosos e da intelectualidade, o mesmo rio, enfim, que embalara a rede que seria a sua mortalha”.
Morreu para renascer na pessoa de “Zé Bebelo”, imortalizado por  Guimarães Rosa. Seu epitáfio, diz Saul Martins, pode ser o da literatura de cordel, que  diz o seguinte:
"Rotílio, cabra valente
Mais danado e inteligente
Que o São Francisco já viu;
Mais ligeiro que a piranha,
Foi o cabra de mais manha
Que mulher de homem pariu."













quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

22- JOÃO RIBEIRO


JOÃO RIBEIRO
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João Ribeiro de Andrade Fernandes, mais conhecido como João Ribeiro, jornalista, crítico, filósofo, historiador, e tradutor, nasceu em Laranjeiras, em 24 de junho de 1860, sendo seus pais Manuel Joaquim Fernandes e Guilhermina Ribeiro Fernandes.
Órfão de pai muito cedo, foi residir em casa de seu avô, Joaquim José Ribeiro, homem de vasta cultura, amante das letras, que o educou e inculcou o gosto pela leitura e o amor pelos livros, pela música e pela pintura.
Concluídos os primeiros estudos em Laranjeiras, transferiu-se para Aracaju onde foi o primeiro aluno de sua classe, no Atheneu Sergipense. Terminados os preparatórios, mudou-se para Salvador, onde ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia. Constatado que não tinha vocação pela medicina, abandonou o curso no primeiro ano,  e seguiu para o Rio de Janeiro  a fim de matricular-se na Escola Politecnica e estudar pintura, música, literatura e filologia.
Dedicou-se ao jornalismo e ao magistério particular. Em 1881, começou a trabalhar no jornal “O Globo” que então se inaugurava sob a direção de Quintino Bocaiuva.  Nesta ocasião, mostrou seus versos a Sílvio Romero, que publicou sobre eles um artigo elogioso. Embora sensibilizado, João Ribeiro não os editou. Preferiu continuar escrevendo. Além de “O Globo”, trabalhou em outros jornais, nos quais usou diversos pseudônimos. No “Correio do Povo”,  manteve uma coluna, denominada “Através da Semana”. Militou também em outros jornais,  publicando  crônicas, ensaios e criticas, como ocorreu no “Jornal do Comércio” e no “O Dia”, de São Paulo e no “Jornal do Brasil”, do Rio de Janeiro.
Em 1885, prestou concurso para a secretaria da Biblioteca Nacional, classificando-se em primeiro lugar. Dois anos depois, submeteu-se ao concurso para a cátedra de português do Colégio Pedro II. Embora aprovado, só foi nomeado três anos depois, para a cadeira de História Universal e do Brasil. Ensinou, também, na Escola Dramática do Distrito Federal.
Em 1895, realizou sua primeira viagem à Europa,  na qualidade de representante do Brasil no Congresso de Propriedade Literária, realizado em Dresden, na Alemanha. No ano seguinte, participou do Congresso de Catálogo das Ciências, promovido pela Real Society, em Londres. Em 1901, voltou ao Velho Continente, como assessor da delegação encarregada das negociações do litígio anglo-brasileiro sobre a Guiana Inglesa. Em 1914, fez sua última viagem ao Velho Continente, pretendendo  fixar residência na Suiça. Para este intento, vendeu em leilão sua biblioteca e tudo o que possuía. A tentativa foi malograda em virtude do início ao início da Primeira Grande Guerra e assim sendo, voltou para o Brasil.
Sua atividade intelectual inclui obras de Filologia e História, gramáticas, contos e ensaios, antologias e compêndios didáticos. Múcio Leão reuniu 57 obras, das quais destacamos:
  •  Seleta Clássica 
  • História do Brasil
  • Estudos Filológicos
  • Dicionário Gramatical
  • Frases Feitas 
  • Curiosidades Verbais
  • A Língua Nacional
  • Páginas de Estética
  • O Fabordão
  • Notas de um Estudante
  • Comeia 
  • Cartas Devolvidas
  • O Folclore, Estudos de Literatura Popular
  • Floresta de Exemplos
  • Coração (Tradução do original de Edmondo De Amicis)
 
 Em 1898, ingressou na Academia Brasileira de Letras, onde foi recebido por José Veríssimo. Na Academia, fez parte de várias comissões e foi eleito presidente, cargo que não aceitou.
João Ribeito era detentor de larga cultura humanística e considerado grande conhecedor dos clássicos.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1934.
 






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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

21- GRACCHO CARDOSO


MAURICIO GRACCHO CARDOSO
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Maurício Craccho Cardoso, mais conhecido como Graccho Cardoso, político sergipano, nasceu em Estância, em 9 de agosto de 1874, sendo seus pais Brício Maurício de Azevedo Caroso e Mirena Carodoso. Seu pai foi membro da Academia Sergipana de Letras, patrono da cadeira 36 da referida Academia e deputado estadual e sua mãe pertencia a uma tradicional família sergipana.
Iniciou seus estudos em Estância, com o próprio pai, Depois, mudou-se para Aracaju, onde estudou na Escola Militar de Sergipe e participou ativamente dos movimentos militares do início do regime republicano. Depois, foi para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Direito, concluindo o curso jurídico em Fortaleza, onde fixou residência, constituiu família e ingressou na vida pública.
Inicialmente foi Secretário da Fazenda, e depois, sucessivamente, deputado estadual, vice-presidente,  presidente, deputado federal e senador,  pelo Estado do Ceará.  Regressando a Sergipe foi eleito deputado federal (1921-1923) e senador, na vaga de Oliveira Valadão, mas não cumpiu o mandato por ter sido eleito presidente do Estado de Sergipe (1927-1929 e 1930-1933). A última legislatura foi interrompida pela revolução de 1930. Como deputado federal, foi eleito para seis legislaturas (duas pelo Ceará e quatro por Sergipe).
Como Governador de Sergipe fez uma administração profícua: criou vários grupos escolares, construiu os prédios da Prefeitura Municipal de Aracaju, Atheneu Sergipense, Mercado Modelo e Associação Comercial de  Sergipe e a sede do Colégio Nossa Senhora de Lourdes, criou o Instituto de Química, o Instituto Parreiras Horta, uma Faculdade de Direito e uma Faculdade de Farmácia, e inaugurou a Usina de Energia Elétrica do Estado.
Em 1945, foi novamente eleito deputado federal para o período de 1946 a 1950 quando assumiu a vice-presidência da Câmara dos  Deputados.
Graccho Cardoso morreu no dia 3 de maio de 1950, no plenário da Câmara, quando se dirigia para a mesa a fim de presidir uma sessão.
Em  1950, o distrito de Tamandoá, no município de Aquidabá, foi elevado a município, com o nome de Graccho Cardoso. O emancipador, o vereador de Aquidabã, José Eunápio dos Santos, foi o seu primeiro prefeito.
 
 
 
 




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

20Í- ANÍBAL FREIRE DA FONSECA

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ANÍBAL FREIRE DA FONSECA
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Aníbal Freire da Fonseca, mais conhecido como Aníbal Freire (ou Freire da Fonseca), jornalista, magistrado, professor e político sergipano, nasceu em Lagarto, no dia 7 de julho de 1884, sendo seus pais ´Júlia Freire da Fonseca e Antônio Cornélio da Fonseca (advogado provisionado e Capitão da Guarda Nacional). Laudelino Freire era seu tio, pelo lado materno.
Estudou as primeiras letras, e os preparatórios,  em Aracaju, onde foi aluno do “Ginásio Sergipano” (dirigido pelo Prof. Alfredo Montes)  e do  “Atheneu Sergipense”. Depois, seguiu para Salvador, onde ingressou na Faculdade Livre de Direito da Bahia, transferindo-se em seguida para o Rio de Janeiro e Recife (onde concluiu o curso e se diplomou, em 1902).
Regressando a Sergipe, foi nomeado Promotor Público de Aracaju, cargo que abandonou em 1904, para assumir a função de subinspetor de uma Companhia de Seguros, em Pernambuco. Tão logo chegou ao Recife, tornou-se redator do jornal “Diário de Pernambuco”, do qual chegou a ser diretor.
Em 1907, foi eleito deputado estadual. vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e secretário-geral do governador Herculano Bandeira (1908-1909). Ainda em 1907, submeteu-se ao concurso para a cátedra de Direito Administrativo da Faculdade de Direito do Recife. Aprovado, assumiu a cátedra.  Em 1909, foi eleito deputado federal, mandato do qual afastou-se por questão política, seguindo  para a Europa. Em 1924,  foi  eleito, mais uma vez, deputado federal. Nomeado ministro da Fazenda do governo do Presidente Artur Bernardes, exerceu este cargo nos anos de 1925 e 1926. Na legislatura seguinte (1927-1928) voltou a eleger-se deputado federal, sendo líder da bancada. Reelegeu-se em 1930, quando eclodiu a Revolução Getulista.
Iniciou-se  no jornalismo em 1898, colaborando nos jornais “Tempo” e “Estado de Sergipe”. Em, 1901, foi redator da “Gazeta da Tarde”, do Rio de Janeiro. De 1902 a 1909, redator principal do “Diário de Pernambuco”. De 1926 a 1929, diretor do “Jornal do Brasil”, função que voltou a ocupar de 1937 a 1940. Afastou-se, então, da vida jornalística, por ter ingressado no Supremo Tribunal Federal. Aposentado no cargo de Ministro, voltou, em julho de 1951, à direção do “Jornal do Brasil”, da qual se afastou em 1961.
Pertenceu ao Conselho Superior de Ensino (1913-1923) e ao Conselho Nacional de Educação (1934-1940). Foi Consultor-Geral da República (1938-1940)  e  Ministro do Supremo Tribunal Federal (1940-1951).
Recebeu várias homenagens e pertenceu a diversas Instituições tais como a Comissão Permanente do Livro do Mérito (da qual foi presidente), a Ordem do Mérito Nacional (da qual foi Chanceler), o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, o Instituto Arqueológico de Pernambuco, a Sociedade Brasileira de Direito Internacional, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Academia Brasileira de Letras (onde ocupou a cadeira 3, que tem por patrono Arthur de Oliveira, foi eleito em 30 de setembro de 1948 e recebido por João Neves da Fontoura).
De sau blbliografia, constam as seguintes obras:
Bancos e suas Espécies - prova de concurso, in Revista Acadêmica da Faculdade de Direito do Recife, volume XXIII;
Do Poder Executivo da República Brasileira (1916);
  • Discursos (1934);
  • Pareceres e Votos (1948);
  • Alocuções (1948);
  • Pareceres do Consultor Geral da República - (2 volumes), 1951;
  • Notas Bibliográficas de Filinto de Almeida e Roberto Simonsen - Coleção Afrânio Peixoto – ABL (1952);
  • Conferências e Alocuções (1958);
  • Historiadores do Século XX - aula do Curso de História da ABL (1958);
  • Rosa e Silva (Centenário de nascimento - 1857/1957), 1958;
  • Oratória Parlamentar do Segundo Reinado - aula do Curso de Oratória da ABL (1959).
 Aníbal Freire faleceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de outubro de 1970, aos 86 anos de idade. Foi homenageado pelo Supremo Tribunal Federal, no dia 29 de outubro daquele ano, e em 19 de setembro de 1984, por ocasião da passagem de seu centenário de nascimento.
Várias escolas e logradouros têm o seu ilustre e honrado nome.
 
 
 

19- OLÍMPIO CAMPOS


OLÍMPIO  CAMPOS
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Olímpio de Souza Campos, mais conhecido como Olímpio Campos, jornalista, sacerdote, professor e político sergipano, nasceu em Itabaianinha, em 26 de julho de 1853, sendo seus pais o Coronel José Vicente de Souza e Porfiria Maria de Sousa Campos.

Fez os primeiros estudos em Estância, depois em Lagarto, onde aprendeu latim. Em 1866, foi para Recife, onde fez os preparatórios para a carreira eclesiástica, cuja preparação foi concluída na Bahia, em 1873. Em virtude de não possuir a idade exigida pela Igreja, só foi ordenado quatro anos depois.

Iniciou a vida sacerdotal como coadjutor do vigário de Itabaianinha. Em seguida foi nomeado vigário de vila Cristinápolis (na época, vila Cristina). Em 1880 foi transferido para Aracaju, onde permaneceu até o final de 1900, ano em que se exonerou a fim de se dedicar, em tempo integral, à vida pública.
Sua carreira política foi meteórica:
  • Em 1882, deputado provincial para a legislatura 1882-1883.
  • Em 1883, deputado provincial para a legislatura 1883-1884. 
  • Em 1885, deputado geral para a legislatura de 1885-1886
  • Em 1886, deputado geral para a legislatura de 1886-1889.
  • Com a proclamação da República,  deputado constituinte.  
  • Em 1890, deputado provincial, quando organizou o partido,  católico,  de curta duração.
  • Em 1893, deputado federal para a legislatura 1893-1894
  • Em 1894, deputado federal para a legislatura de 1895 1897.
  • Em 1899,  Presidente do Estado de Sergipe para o quadriênio   1899- 1902.
  • Em 1903,  Senador da República,   quando atingiu  o ápice de sua vida pública..
Em pleno gozo de excepcional prestígio, se envolveu em renhida luta partidária, sendo assassinado no Rio de Janeiro, pelos filhos de Fausto Cardoso, no dia 9 de novembro de 1906.

O sepultamento de  Olímpio Campos, realizado em Aracaju, no dia 20 de novembro, foi uma  apoteose. O corpo, embalsamado na capital da República, foi acompanhado por uma multidão de mais de quinze mil pessoas e saudado, dentre outros, pelo intelectual Manoel dos Passos de Oliveira Teles. Havia sinais de luto por toda a cidade. Os lampeões de iluminação exibiam tarjas pretas e a Força Pública, em atitude fúnebre, acománhou o féretro pelas  ruas da cidade, até o cemitério.
O Palácio séde do Governo de Sergipe, hoje tombado e transformado em museu e situado no principal logradouro público de Aracaju (que em o mesmo nome) recebeu a denominação de “Palácio Olímpio Campos”