segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

14- ENJOURAS VAMPRÉ






ENJOLRAS VAMPRÉ

*
Nasceu em Laranjeiras, no dia 4 de julho de 1885, sendo seus pais Fabrício Carneiro Tupinambá Vampré e Mathilde de Andrade Vampré.
Realizou os preparatórios em São Paulo e ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1903, sendo por ela diplomado em 1908, oportunidade em que defendeu tese sobre pertubações nervosas e mentais da febre bubônica.
Quando acadêmico, foi interno da Cadeira de Clínica Psiquiátrica e Moléstias Nervosas e do Hospital de Isolamento.
Doutorando, foi nomeado Chefe da Comissão de Saneamento, em Alagoinhas (Bahia).
Foi o melhor aluno de sua turma. Seu retrato foi afixado no Panteon da Faculdade de Medicina da Bahia, pelo que fez juz ao prêmio de viagem à Europa. Na referida viagem, fez estágio nos Serviços dos professores Babinski, Dejérine, Foix, Bertrand (em Paris) e no Hospital Charité  (em Berlim).
Também foi aluno de Daldorf, Wuhlgarten, Herxbeg e Brech.
Em 1925, realizou nova vigem de estudos ao Velho Mundo.
Em 1911, foi nomeado médico-interno do Hospital de Alienados de Jequeri (São Paulo) e inspetor sanitário da capital paulista.
Foi fundador e presidente da Sociedade Médica da Bahia e da Associação Paulista de Medicina, membro titular da Sociedade de Medicina de São Paulo, fundador da Secção de Neurologia e Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (da qual foi presidente), da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria do Rio de Janeiro, da Sociedade de Neurologia de Paris e da Associação Médica do Instituto Penido Burnier (da qual foi presidente honorário).
É patrono da cadeira 49 da Academia Nacional de Medicina, da cadeira 38 da Academia Paulista de Psicologia e da cadeira 11 da Academia Sergipana de Medicina.
Em 1925, foi contratado para reger a cadeira de Psiquiatria e Moléstias Nervosas da Faculdade de Medicina de São Paulo.
Em 1935, assumiu a regência da cadeira de Neurologia e, por concurso, foi nomeado titular.
Foi relator da revista “Anais Paulistas de Medicina e Cirurgia” e colaborador de diversos periódicos científicos.
Publicou numerosos artigos publicados por revistas médicas, abordando assuntos de sua especialidade.
Todas as turmas da Faculdade de Medicina de São Paulo o homenagearam.
Sua clínica particular foi uma das maiores e mais conceituadas da capital paulista.
Faleceu prematuramente, durante uma aula que proferia, no dia 17 de maio de 1938, aos 53 anos de idade.
É considerado um dos vinte maiores médicos sergipanos do século XX (4).

FONTES  BIBLIOGRÁFICAS:
1-Andrade Gomes, Petrônio – Enjolras Vampré. Aracaju, 2006.
2-Guaraná, Armindo – Dicionário Biobibliográfico Sergipano. Rio de Janeiro, 1927.
3-Nogueira Soares, William Eduardo – Academia Sergipana de Medicina, Aracaju, 2006.
4-Prado, Lúcio do – Os vinte maiores médicos sergipanos do século. Disponívhttp://www.infonet.com.br/lucioprado/listar.asp?
Listar&canal=colunistas&secção=Lucio. Acesso em 17 de novembro de 2011.
5-Wikipedia. Enjolras Vampré. Disponível em http:// pt.wikipedia.org./wiki/enjolras_vampré%c3%A9- Acesso em 17 de novembro de 2011.

13- BERILO VIEIRA LEITE

 Estância - Se 
ESTÂNCIA
(CIDADE ONDE BERILO LEITE VIVEU SUA INFÊNCIA)

*
Nasceu em 16 de fevereiro de 1878, no Engenho São Félix, município de Santa Luzia (Sergipe), sendo seus pais Sizenando de Souza Vieira e Adelaide de Souza Leite.
Realizou os estudos iniciais em Estância (SE), tendo ingressado na Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1901.
Colou o grau de doutor em Medicina no dia 22 de dezembro de 1906, após defender tese inaugural intitulada “Da Raquistovainização”.
Iniciou a vida profissional em Estância, transferindo-se depois para Aracaju, onde, na expressão de Armindo Guaraná, destacou-se “como um dos membros mais destacados de sua classe”.
Exerceu durante muitos anos o cargo de Inspetor Sanitário dos Portos de Sergipe.
Faleceu em 1º de julho de 1952, em Aracaju.
Por ocasião da sua morte, o jornal “Correio de Aracaju” publicou o seguinte registro:
“Desapare do seio dos vivos um grande vulto da medicina e da sociedade, o estimado clínico Dr. Berilo Vieira Leite.
Espírito calmo e caritativo, homem da Pátria, médico do povo, coração abençoado, era o Dr. Berilo portador de um conjunto de preciosidades que muito enobrece o seu passado. Muito merecidas foram as palavras do poeta Freire Ribeiro em torno do necrologio desse conterrâneo benfeitor.
O seu passado se reflete no presente e se projeta no futuro como exemplo de moral, de ação e de serenidade. Ainda forte, em plena tarde do século, aos 74 anos, foi vencido pela doença e arrebatado pela morte!
Perdeu o município de Santa Luzia um dos seus astros luminosos, como igualmente perdeu Sergipe!”

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Correio de Aracaju, edição de 3 de julho de 1952.
Guaraná, Armindo – Dicionário Biobliográfico Sergipano. Rio de Janeiro: Editora Pongeti, 1925.
Leite, Geraldo – Reminiscências. Feira de Santana: Editora  Universidade Estadual de Feira de Santana, 2007.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

12- FAUSTO CARDOSO

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaoYWr7Vxdstk4RB_dYa3it_5zS6_GOmfQSrnRh2SFmWnIxo9nLj904mfs_zH7c1TFd598bwZmL6Q571x3_hYDxcplMBtXgqhH_4pFVnAbdvzEUQYcv25tntsYoSYIMMe-r8rjC04zBdg/s320/Fausto+Cardoso.jpg
 
FAUSTO CARDOSO
&q=fausto+Cardoso
 Fausto de Aguiar Cardoso, mais conhecido como Fausto Cardoso, advogado, poeta, sociólogo, jornalista, orador e político sergipano, nasceu no Engenho São Félix,  no município de Divina Pastora, em 22 de dezembro de 1864.
Concluídos os preparatórios, ingressou na Faculdade de Direito de Recife, onde foi contemporâneo de Tobias Barreto, e seu liderado. Nesta condição colaborou em vários jornais de Pernambuco.
Formado, voltou para Sergipe, onde foi promotor público em Laranjeiras e outras comarcas, até desentender-se com a política local e mudar-se para o Rio de Janeiro, onde se projetou como político, professor de direito e escritor.
Escreveu vários livros. Em um deles, denominado “Concepção Monistica do Universo”, expôs  sua filosofia. Em outro, intitulado “Taxonomia Social”, escrereveu páginas brilhantes sobre a sociedade. Publicou  vários artigos sobre  história, temas  jurídicos e outros assuntos.
Em 1900, eleito deputado federal por Sergipe, se envolveu de corpo e alma com a política de sua terra natal,  Foi um  político corajoso e um orador brilhante. Integrou o Movimento de Renovação do Pensamento Nacional, aderiu ao movimento republicano, e fundou o Partido Progressista.. As galerias da  Câmara dos Deputados ficavam cheias quando Fausto Cardoso anunciava que iria usar da palavra. Todos o conheciam  e o admiravam.
Morreu cedo, com, apenas, 42 anos de idade.
Para entender o trágico episódio que culminou com a  morte de Fausto Cardoso, é preciso lembrar que a República iniciou-se no Brasil como um movimento oligárquico representado pelo coronelismo que se perpetuou no poder vencendo eleições sucessivas. A vitoria dos candidatos a Governador  era  resultante de um pacto firmado entre o Governo Federal e o Governo dos Estados. Baseados  neste pacto, os Presidentes da República praticavam uma política incompetente e impopular. Em Sergipe, o grupo  dominante era liderado pelo monsenhor Olympio Campos posicionou-se como aliado de Olympio Campos mas depois rompeu e se tornou opositor. Em 1906, ao chegar em Aracaju, logo após a eleição em que saiu vitorioso, Fausto Cardoso alegou  que estava agradecendo o sufrágio mas seus inimigos entenderam que o seu verdadeiro objerivo era desafiar Olynpio Campos. A capital sergipana estava dominada por um movimento revolucionário que depôs o Governador Guilherme Campos (irmão de Olympio), e entregou o poder ao Partido Progressista, (fundado, algum tempo antes, por Fausto Cardoso).  A revolta, preparada pelos seguidores de Fausto Cardoso e executada pela Polícia Militar, tomou o Palácio do Governo, invadiu a Assembléia Legislativa, cassou diversos deputados e se apoderou de alguns municípios do  interior. O monsenhor Olympio Campos que era Senador por Sergipe,  conseguiu que o Presidente Rodrigues Alves enviasse tropas do Exército que se deslocaram da Bahia e de Pernambuco, com o objetivo de restabelecer a ordem.
No dia 28, Fausto Cardoso se dirigiu,  desarmado, ao Palácio do Governo numa tentativa de mudar o pensamento da tropa. Proferiu um discurso inflamado mas os soldados atiraram  e ele caiu morto, vitimado por uma bala que o atingiu no peito.
Os filhos de Fausto Cardoso vingaram a morte do pai  assassinando, três meses depois, Olympio Campos, no Rio de Janeiro.
.
 
.
 

domingo, 30 de novembro de 2014

11- MILTON SANTOS E O " CARROSSEL DO TOBIAS"

 
CARROSSEL DO TOBIAS
=ssl#q=carrossel+de+Tobias
 
Milton Santos (que não é o baiano Milton  Santos, geógrafo de renome internacional ...) nasceu em Siriri, em 15 de novembro de 1908.
Mudou-se para Aracaju, aos 4 anos de idade. Nesta capital estudou as primeiras letras, fez o curso primário, exerceu a profissão de gráfico, ligou-se à política partidária e foi eleito, e reeleito, vereador durante 28 anos.
Notabilizou-se por ser o guardião de um brinquedo famoso: o “Carrossel de Tobias”, Quem de nós não andou no “Carrossel de Tobias”?
Este brinquedo era a distração preferida das crianças de Aracaju durante as festas natalinas, inicialmente no Parque Teófilo Dantas e depois, na Praça Tobias Barreto. Seu guardião, Milton  Santos, “era um homem simples que teve uma vida singular: não dispôs de recursos para custear os estudos, tornou-se gráfico da “Casa Ávila” e da Imprensa Oficial (atual SEGRASE), onde se aperfeiçoou como profissional” (Barreto, obra citada).
Em 1937, Milton Santos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1941 e trabalhou durante quatro anos como gráfico.
Voltando para Sergipe, ingressou na política. Fundou, com Marcos Teles, o Partido Social Trabalhista (PST). Em 1954, candidatou-se a Vereador. Eleito, e reeleito várias vezes, tornou-se o edil com maior número de mandatos no Estado. “Discreto, de bom trato, Milton Santos conquistou seus companheiros da Câmara, nos vários mandatos nos quais representou o eleitorado  aracajuano, em sete legislaturas. Numa delas exerceu a Presidência da Câmara” (Ibidem).
Seu maior título, título pelo qual se tornou célebre, é o de guardador do “Carrossel do Tobias”.  A história deste carrossel começou antes de Milton Santos nascer. Depois de alegrar as crianças de Recife e de Maceió, o carrossel chegou, em 1904, em Aracaju, onde se tornou o brinquedo preferido  das festas natalinas e, eventualmete, dos eventos e festejos cívicos. Para encanto de todos, o carrossel sempre contou com cavalinhos em marcha, a figura do negro Tobias com seu realejo e um apito que, quando acionado, provocava os gritos da multidão de meninos. Era um patrimônio privado, que trocou várias vezes de dono. Em 1958, em uma dessas mudanças, o “Parque Shangai” de Recife, pretendeu comprá-lo mas Milton Santos, para evitar que o brinquedo saísse de Aracaju, chegou a adquiri-lo mas depois passou a outro dono.
O “Carrossel do Tobias”, também atraiu adultos. Uma equipe norte americana, encarregada da filmagem de uma película baseada no romance  ”Capitães de Areia”, de Jorge Amado, o incluiu em seu roteiro e assim o famoso carrossel correu o mundo, encantando milhares de amantes  da sétima arte. Osmário Santos, em seu livro “Memórias de Políticos de Sergipe, no século XX”, abriu espaço para Milton Santos, o negro Tobias e seu carrossel.
De mão em mão, mas sempre nas praças de Aracaju, o brinquedo acabou atraindo o Governo de Sergipe que o comprou e o levou para o Parque da Cidade, “onde o tempo e o descaso destruíram o velho carrossel” (Barreto, obra citada).
Sem o carrossel, Milton Santos voltou para o Rio de Janeiro, onde faleceu no dia 19 de fevereiro de 2013, com 96 anos de idade.
 
FONTE: Barreto, Luis Antônio – Milton Santos. Disponível em http://www.infonet,com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id115717&titulo=Luis_Antonio_Barreto. Acesso em 16 novembro de 2014.
 
 
 
 
 

 
 

10- JOSÉ MACHADO TOJAL

 
FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO
=ssl#q=jos%C3%89+machado+tojal
 
 
A família Tojal é uma das famílias tradicionais de Sergipe, localizada predominantemente na fronteira com Alagoas, em Neópolis, Ilha das Flores e Brejo Grande (em Sergipe) e em Penedo e Piaçubuçu (em Alagoas);
José Machado Tojal nasceu no engenho Cajuipe, no município de Brejo Grande, em 19 de março de 1912, sendo seus pais Sizino da Silva Tojal e Francisca Machado Tojal.
O município de Brejo Grande produziu famílias importantes como os Lemos Machado, os Tojal (que se reúnem periodicamente em seminários...), os Machado Tojal, e outras. De Brejo Grande é o ex-Ministro da Saúde e ex-Secretário de Saúde de São Paulo, Mário Machado de Lemos. O irmão, Eraldo, médico e advogado, foi deputado estadual e deputado federal. Outro vulto importante de Brejo Grande é Manoel de Lemos Souza Machado, deputado provincial nomeado pelo Marechal Deodoro da Fonseca.
Quando o Brasil foi dividido em Capitanias Hereditárias, coube à Bahia (e posteriormente a Sergipe) terras que se estendiam até a foz do Rio São Francisco, sendo que as ilhas situadas ao longo do rio pertenciam a Pernambuco. Os habitantes da Ilha de Paraúna, embora pertencentes a Pernambuco, faziam suas feiras e atendiam suas necessidades econômicas na antiga Vila Nova, hoje Neópolis. Era mais perto e oferecia maior segurança. Este fato deu margem a um movimento no sentido de anexar, por aterro, a Ilha da Paraúna a Sergipe. A iniciativa tornou-se vitoriosa graças a coragem e a bravura de José Alves Tojal que obstruiu o canal e garantiu a circulação das pessoas entre a ilha e Vila Nova. Com isto Sergipe foi beneficiado e o município de Brejo Grande aumentou sua área territorial. José Machado Tojal, seu descendente, participou de outros movimentos que engrandeceram a região.
Por ocasião do centenário de José Machado Tojal, Luis Antônio Barreto se pronunciou dizendo que “as famílias Machado e Tojal têm, nos anais sanfranciscanos, glórias e méritos, pelo que merecem aplausos dos sergipanos de todas as partes. E se foram importantes os fatos do passado, acrescente-se a eles a permanente contribuição que os membros de ambs as famílias deram, não apenas a Brejo Grande mas a todas as áreas entre Neópolis e a foz do Rio São Francisco.
José Machado Tojal notabiliou-se por sua atuação em benefício de Brejo Grande, município do que foi prefeito, por mais de uma vez, depois de ter sido Interventor, durante os governos tenentistas, após a Revolução de 1930.
Seus descendentes continuaram a tradição dos ancestrais. O filho, Telmo Sizino Machado Tojal, resumiu a biografia do pai durante o ato de inauguração da“Rodovia José Machado Tojal”, ligando Pacatuba a Brejo Grande.
Em Aracaju, no Grageru, há um logradouro com o nome deste sergipano ilustre.
 FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Barreto, Luis Antônio – José Machado Tojal. Disponível em HTTP://www.infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id= 125619. Acesso em 22 de novembro de 2014.
 
 
               
 
 
 

09- JOSÉ RODRIGUES DA COSTA DÓRIA

 
PALÁCIO OLIMPO CAMPOS, ANTIGA
SEDE
DO GOVERNO DE SERGIPE
=jos%C3%A9+rodrigues+da+costa+Doria
 
José Rodrigues da Costa Dória nasceu em Propriá, a 25 de junho de 1859, sendo seus pais Gustavo Rodrigues da Costa e Maria Soledade  Costa Dória.
Fez os preparatórios na Atheneu Sergipense, nos anos de 1875 e 1876.
 
Em 1877, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, pela qual recebeu o grau de doutor em Medicina em 16 de dezembro de 1882.
 
Concluído o curso médico, instalou-se na cidade de Laranjeiras, onde exerceu a clínica, de 1883 a 1885.
De Laranjeiras seguiu para Salvador, a fim de concorrer ao cargo de Professor Adjunto da cadeira de Medicina Legal e Toxicologia. Aprovado em primeiro lugar, foi nomeado em fins de 1885. Em 1888, prestou concurso para a cátedra de Patologia Médica, vaga com a morte do Prof. Demétrio Tourinho. Em 1891, foi nomeado substituto da 2ª Seção da referida Faculdade. No mesmo ano, organizando-se a Faculdade Livre de Direito da Bahia, foi convidado para ocupar a cadeira de Medicina Legal.
Em 1892, foi nomeado lente catedrático da cadeira de Botânica e Zoologia Médicas, da Faculdade de Medicina da Bahia.
Em 1895, foi eleito conselheiro municipal de Salvador, cargo que ocupou até 1899.
Em 30 de dezembro de 1897, foi eleito deputado federal por Sergipe, sendo reeleito em várias outras legislaturas.
Em 30 de julho de 1908, foi eleito Presidente de Sergipe.
Em 1911 e 1913, esteve em visita a Europa. Durante esse período escreveu para o “Diário da Bahia”, uma série de cartas intitulada “De Paris”.
Pertenceu a várias instituições culturais e científicas, dentre as quais destacamos o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, o Instituto Histórico e Geográfico da Bahia e a Academia Nacional de Medicina.
Participou de congressos nacionais e internacionais, representando o Governo de Sergipe, a Faculdade de Medicina da Bahia e outras Instituições.
De sua vasta bibliografia, destacamos teses, artigos, discursos, memórias, conferências e opúsculos sobre assuntos diversos.
José Rodrigues da Costa Dória é considerado “homem de grande lucidez, inteligência privilegiada e acentuada cultura profissional” (3),
Faleceu em Salvador, no dia 14 de fevereiro de 1938.
 
FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
 
  1. Guaraná, Armindo – Dicionário Bibliográfico Sergipano. Aracaju, 1926
  2. Freire de Carvalho, José Eduardo – Notícia Histórica sobre a Faculdade de Medicina da Bahia. Salvador, 1909
  3. Sá Oliveira, Eduardo de – Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia, concernente ao ano de 1942. Salvador, 1992.
 
 

08- AUGUSTO CÉSAR MACIEIRA DE ANDRADE

 
=AUGUSTO+CESar+macieira+de+andrade
 
 
Augusto César Macieira de Andrade nasceu em 3 de março de 1954, em Aracaju, sendo seus pais Walter de Araújo Andrade e Altair de Siqueira Macieira.
Sua mãe, pianista de escol e pessoa muito conhecida, foi sub-coordenadora do antigo Instituto Nacional de Previdência Social. Seu pai, amante da música e cinéfilo apaixonado, colocou seu filho no caminho do cinema e do teatro.
Em 1959, Augusto César iniciou os primeiros estudos no Colégio Salvador, um dos estabelecimentos de ensino mais conceituados de Sergipe.
Em 1968, concluiu o  estudo de humanidades no Atheneu Sergipense e, chegado o momento de realizar  o concurso vestibular, abandonou o sonho de realizar o curso de cinema na Universidade de São Paulo, e seguiu o conselho paterno, optando pela Medicina. Assim, em 1972, ingressou na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Sergipe, pela qual foi graduado em 26 de dezembro de 1980. Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia e exerceu a especialidade, inicialmente no Hospital de Cirurgia (em Aracaju) e, depois, no Hospital Pedro Ernesto (no Rio de Janeiro).
“Eu botei muita gente no mundo. É uma sensação incrível aquela de  pegar uma criança, trazer uma vida nova para o mundo”, dizia Augusto César aos amigos.
Apesar do entusiasmo, não resistiu ao sonho da infância: deixou a Obstetrícia e se dedicou ao cinema e ao teatro. Na verdade, ele começou a fazer cinema aos 14 anos de idade, quando utilizou uma filmadora oferecida pelo seu pai. Depois, em 1972, por ocasião do Primeiro Festival Nacional de Cinema Amador, promovido pela Universidade Federal de Sergipe, conquistou o terceiro lugar com um desenho animado de sua autoria. No Segundo Festival, no ano seguinte, ganhou o primeiro lugar com o filme “Muié Rendeira”. A partir deste sucesso sua produção cinematográfica se tornou exuberante, chegando a corresponder a cerca de noventa por cento de toda atividade cinematográfica de Sergipe. Inúmeros foram os prêmios e troféus que conquistou.
No teatro sua carreira foi igualmente brilhante. Na década de 70 produziu várias peças teatrais no Rio de Janeiro, onde passou a residir.
Em 1980, tornou-se o primeiro sergipano a ter registro profissional no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões Públicas do Rio de Janeiro.
Em 1983, a convite de Paulo Resende, produtor do “Sítio do Picapau Amarelo”, da Rede Globo, desempenhou o papel do personagem “Dr. Caramujo”. Logo depois, representou os papeis de “Bagre Mordomo” e “Jaboti”.
Participou de vários documentários, novelas e programas da Rede Globo e da Rede Manchete (“Caso Verdade”, “Um Infinito Amor”, “Partido Alto”, “Irmãos Coragem”, “Linha Direta”, “Louco Amor”, “Corpo Santo”, e outros).
Regressando a Sergipe, dirigiu o Teatro Atheneu e lutou pelo engrandecimento artístico do Estado.
 FONTE BIBLIOGRÁFICA:
Santos, Osmário – Augusto César Macieira de Andrade. Aracaju, 2002.